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9 de outubro de 2012

Uso do Blog na Educação


Diários da Educação

O termo blog, que hoje já faz parte do nosso vocabulário, vem da contração do inglês web log, que quer dizer “diário da web”. Os blogs são um tipo de site que permite atualização rápida por meio dos posts – que são os artigos – e possibilita que os leitores façam comentários. Mais do que diários virtuais, os blogs costumam seguir um tema específico, como moda, política, gastronomia, cultura ou educação. “Uma característica é sua natureza de espaço para diálogos. Comentários aos posts podem ser oportunidades para troca de ideias, para a manifestação de discordâncias, para a indicação de informações, etc”, explica Jarbas Novelino Barato, doutor em Educação pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e mestre em Tecnologia Educacional pela San Diego State University, que também mantém um blog de educação: o Boteco Escola (http://jarbas.wordpress.com).

No ambiente educacional, os blogs popularizaram-se de maneira bastante rápida. Muitos professores têm hoje seu blog pessoal, no qual discutem temas do cotidiano escolar ou usam o espaço virtual como recurso extraclasse para atrair a atenção dos alunos. Para Barato, a primeira regra é que os blogs precisam ser utilizados como blogs, ou seja, instrumento de autoria e comunicação no ciberespaço. “Qualquer proposta de uso de blogs em educação precisa garantir que os alunos sintam-se ‘cibercidadãos’. Como acontece com qualquer instrumento de comunicação, é preciso que os blogs sejam utilizados com imaginação. O uso de blogs nas escolas depende muito de professores que consigam criar bons desafios de comunicação para os alunos.”

Crie seu blog 
Criar um blog é muito mais fácil do que se imagina, já que existem plataformas gratuitas que ensinam, quase que intuitivamente, como fazer um blog, além de oferecer opções de layouts, que podem ser personalizados. “Além de texto, [eles] podem apresentar imagens, vídeos e ilustrações. Outra vantagem: são fáceis de editar. Por isso, os autores podem sempre corrigir ou eliminar mensagens”, explica Barato.
A professora Cris Chabes mantém seu próprio blog, o Prô Cris Chabes (http://crischabes.blogspot.com), e também colabora com o blog Reeducaçãoem Foco (http://redeeducacaoemfoco.blogspot.com), que ganhou o 3º lugar no prêmio Top Blog 2011, na categoria Educação, indicado pelo júri acadêmico. Para criar o blog Prô Cris, ela escolheu a plataforma Blogspot. “Eu mesma criei e montei o layout. No início tive um pouco de dificuldade, pois nunca havia utilizado nenhuma ferramenta semelhante. Como já acessava alguns blogs que disponibilizam atividades para sala de aula, resolvi experimentar a plataforma Blogspot, e estou satisfeita. Recentemente, mudei o layout para outro de sugestão do próprio Blogspot”, conta (veja no destaque o quadro com opções de plataformas gratuitas - clique para ampliá-lo).
Dicas para usar o blog no ensino

Alunos blogando:
•Incentive seus alunos a escreverem seus próprios textos;
•Procure fazer com que seus educandos se envolvam com assuntos que são do interesse da sociedade. Evite a escolarização dos blogs;
•Garanta liberdade de expressão. Não censure a produção dos alunos;
•Incentive a circulação pelo ciberespaço. Não pare na escola e em interesses curriculares imediatos;
•Promova contatos internacionais;
•Ajude a construção de identidades digitais. Nas comunicações via internet, as pessoas vão construindo uma nova dimensão.

Fonte: Jarbas Novelino Barato, doutor em Educação e mestre em Tecnologia Educacional.

Professores blogando:
•Reflita sobre suas próprias experiências docentes;
•Descreva o que funcionou para você na sala de aula, assim como o que não funcionou;
•Forneça alguma dica de ensino para outros professores;
•Compartilhe ideias de atividades de ensino ou jogos de linguagem para uso em sala de aula;
•Forneça dicas de “como fazer” no uso específico de tecnologias em sala de aula;
•Poste mensagens sobre informações úteis, como calendário, agenda e tarefas de casa;
•Poste tarefas e solicite aos alunos que respondam em seus próprios blogs;
•Forneça exemplos de trabalho em sala de aula, de atividades de vocabulário, ou de jogos gramaticais;
•Sugira exercícios de leitura on-line;
•Reúna recursos da internet, sugira links interessantes;
•Poste fotos e comentários sobre atividades em sala de aula.

Fonte: Artigo da blogueira Anne Davis (tradução do educador Jarbas Novelino Barato)

Texto extraído : http://www.profissaomestre.com.br/view/action/visualizarMateria.php?cod=2148

4 de outubro de 2011

03/10/2011 às 06h22min - Atualizada em 03/10/2011 às 06h22min
 
Professores sabem mexer menos no computador do que alunos

A atual geração de professores enfrenta o desafio de aprender a mexer na internet e ensinar com poucos recursos disponíveis.
Pesquisa realizada pelo Cetic.br (Centro de estudos sobre as Tecnologias da Informação e da Comunicação) aponta que 64% dos professores de português e matemática de 497 escolas públicas brasileiras acham que sabem mexer menos no computador que os alunos.

Foram entrevistados 1.541 professores, 4.987 alunos, 497 diretores e 428 coordenadores pedagógicos.

Para Adriana Martinelli, coordenadora de Educação e Tecnologia do Instituto Ayrton Senna, pela primeira vez o papel do professor, como único detentor do conhecimento, está sendo questionado.

"Alunos e professores transitam entre os papéis de ensinar e aprender, principalmente quando trabalhamos com as novas tecnologias".

Dados da pesquisa mostram ainda que as atividades em que os professores mais usam tecnologia são as que têm o centro no docente, sem interação, como exercícios de fixação e aula expositiva, o que é questionado por especialistas.

"A educação tem que ser cada vez mais trabalhada no sentido de partilhar", diz Marc Prensky, educador americano autor dos termos "imigrantes" e "nativos digitais".

Fonte: http://www.jornalfloripa.com.br

22 de agosto de 2011

Texto sobre Currículo

 CURRÍCULO E SUAS IMPLICAÇÕES NO FAZER PEDAGÓGICO DO PROFESSOR.Professor Ruy Coelho*


Para uma melhor compreensão do tema em questão, iremos a priori tecer uma breve consideração sobre o currículo dentro da perspectiva tradicional, critica e pós-critica de educação. O currículo tradicional de educação tem seu alicerce sedimentado dentro da filosofia positivista de Augusto Comte, através da teoria de currículo de Tyler, buscou introduzir no âmbito escolar as dinâmicas estabelecidas por Taylor na linha de montagem de carros. A teoria linear de currículo de Tyler tem o ensino como instrução, o pensamento voltado para o tecnicismo, que visa preparar indivíduos para desempenhar situações definidas. A ação educativa fundamentada neste paradigma implica em uma dicotomia entre ensino e aprendizagem, onde o professor é o que ensina e o aluno o que aprende, o professor é o detentor do saber e o transfere para o aluno para que este o receba sem questionar. No Currículo tradicional o aluno é um mero receptor e a pedagogia(professor) se preocupa em o que ensinar.Paulo Freire denominou essa pedagogia tradicional de educação bancária, onde as informações são depositadas nos alunos, pois os alunos são considerados um papel em branco a ser preenchido pelo professor através de sua pratica pedagógica onde ensinar é transferir conhecimentos. Essa teoria de currículo permeou e ou permeia o fazer pedagógico de muitos professores que apesar de todas as evoluções no âmbito das teorias educacionais ainda se prende a ela para a efetivação de sua pratica de ensino.Diante de todas as implicações causadas pela teoria tradicional de currículo, muitos estudiosos dentre eles podemos destacar Paulo Freire , Louis Altusser começaram a esboçar o paradigma critico de currículo em “oposição” as práticas educacionais baseadas na teoria tradicional de currículo de Tyler que estava voltado para atender as necessidades do mercado de trabalho, o tecnicismo .As teorias criticas de currículo são teorias que põem em discussão o status quo daqueles que detêm o poder, através da problematização e do questionamento entre professor- conhecimento - aluno. A prática pedagógica do professor dentro dessa perspectiva está voltada para a ação-reflexão-ação do ato pedagógico onde o professor reflexivo busca interagir com os alunos numa dialética que envolve o saber ser, o saber fazer... de alunos e professores de forma dinâmica e recíproca.Na ação pedagógica baseada nas teorias critica de currículo, a atenção está voltada não para o que ensinar, delineada pela teoria tradicional, mas sim como ensinar, é a busca de procedimentos metodológicos que garantam uma maior apreensão e domínio do conteúdo de ensino por parte dos alunos e que garantam um espaço democrático participativo no âmbito da sala de aula. Apesar das grandes contribuições no âmbito educacional dos teóricos críticos, emergiu um movimento intelectual que fez nascer o mundo pós-moderno ( metade do século XX), esse movimento questiona as dinâmicas do mundo moderno nos âmbitos social, político... com esse movimento surgiu as teorias pós-critica de currículo que vai alem da teoria tradicional que se preocupa em o que ensinar e a critica no como ensinar, essa teoria está voltada para o porque ensinar ele diz o que deve ser ensinado.A teoria pós-critica busca identificar, analisar o significado, ou seja, o que é considerado verdadeiro em termos de conhecimento e o porquê de sua prática? Porque o conhecimento se tornou verdadeiro? Que homem se pretende formar? Para que tipo de sociedade?As perspectivas pós-criticas estão alicerçadas sobres o eixo liberal ou humanista,que defende idéias de tolerância, respeito e convivência harmoniosa entre as culturas e a mais crítica –discutem que as relações de poder, em que a cultura dominante faria o papel de permitir que outras formas culturais tivessem seu “espaço”. Com o pós modernismo emergiu movimentos como multiculturalismo, que pressupõe que nenhuma cultura pode ser julgada superior a outra, o movimento feminismo questionamentos acerca da desigualdade entre homens e mulheres; distinção de disciplinas masculinas e femininas, a questão de gênero e a Identidade étnica e racial diferenças determinadas histórica e politicamente.Mas o que toda essa discussão tem haver com o fazer pedagógico do professor? O currículo se materializa na pratica e é através deles que os professores escolhem seus temas, conteúdos, procedimentos metodológicos e avaliativos. Assim de forma consciente ou não ele reproduz as ideologias contidas no currículo. O que se pretende ensinar depende da concepção de currículo que está presente na ação de ensinar.Atualmente o professor pouco fala de currículo, pouco conhece o currículo, é preciso que a escola discuta o currículo que sedimenta sua prática através da ação do seu Projeto Político-Pedagógico, pois, enquanto seres formadores de opinião devem procurar fundamentar sua prática em teorias que lhes dê a possibilidade desenvolver seu fazer pedagógico de forma a atender as inquietudes dos educandos diante da sociedade tecnológica, informacional vigente.
Devemos salientar que esse ensaio não esgota as questões relacionadas ao tema discutido.
Bibliografia.SILVA, Tomaz Tadeu da. Documentos de Identidade; uma introdução às teorias do currículo. Belo Horizonte: autêntica, 1999


* Formado em pedagogia pela UFPA, Pós-graduando em Docência da Educação Superior (UEPA)

26 de julho de 2011

Interatividade incentiva aprendizado



Julia Zillig     25/07/2011
A preocupação com a questão educacional faz parte da agenda de projetos da prefeitura do Guarujá (SP). Há algum tempo, o órgão governamental, por meio da Secretaria Municipal de Educação, vinha querendo mexer nos processos de sala de aula. Segundo a secretária da educação, Priscilla Bonini, havia a necessidade de aproximar a tecnologia da realidade educacional da cidade. O resultado disso foi a criação do projeto Procientec, que consiste na criação de ambientes interativos instalados nas salas de aula com a tecnologia Sapienti.

Para Priscilla, os alunos dos dias atuais vivem outro momento muito diferente do que no período em que o quadro negro e o giz bastavam. “Eles são da geração Y, rodeados por tecnologia, seja com seus computadores, máquinas digitais, celulares. Nossa busca com esse projeto era como aproximar o professor desse tipo de realidade, pois o processo de aprendizagem se tornou mais dinâmico e precisávamos de uma ferramenta que otimizasse e apoiasse esse processo.”
Com 113 ambientes interativos instalados em escolas municipais do ensino fundamental 2 e 1, esses espaços contam com diversos equipamentos como uma lousa digital, projetores, computadores, caixas de som, entre outros. “Quando precisamos passar algum vídeo educativo, as salas viram verdadeiros cinemas”, diz Priscilla. Os primeiros efeitos desse tipo de abordagem educacional já renderam alguns frutos. Um levantamento feito com alunos com uma das escolas participantes do projeto apontou que as classes que estudam em classes multimídias elevaram sua produtividade de 35% para 80%, o que inclui também um aumento da interação entre professores e alunos. “A relação deles melhorou significativamente, pois o Sapienti permite que seja feita também a capacitação dos professores. Cada um deles recebe um pendrive com uma simulação de aula e começa o seu treinamento”, afirma Priscilla. De acordo com a secretária de educação, o cronograma inclui a criação de novas salas interativas até o final de 2011 e dar continuidade ao processo de capacitação dos professores. “A intenção é atingir todas as escolas da rede municipal do Guarujá”, conclui.

25 de julho de 2011

Novas Tecnologias: desafios e perspectivas na Educação



Como ensinar e aprender na era da Geração Y, Geração Net, Geração Digital e Geração Rede?
Integrar adequadamente tecnologia e educação para que professores possam ensinar em um novo cenário e alunos possam aprender melhor é um dos grandes desafios que enfrentamos nas últimas décadas, que se acentuou com o surgimento da internet em larga escala na década de 1990, com o desenvolvimento de mundos virtuais como o Second Life a partir neste milênio e, mais recentemente, com a incorporação das redes sociais à educação. O espaço, tanto para a reflexão sobre essa integração quanto para sua aplicação é o universo da tecnologia educacional ou, expressão utilizada neste livro, informática educativa.
Com este texto, Ivanilson Costa registra sua contribuição tanto para a discussão teórica quanto a prática do uso educativo da informática. Sem ser raso nem confuso, ele consegue costurar perspectivas importantes de vários autores, como Jean Piaget, Alvin Toffler, Philippe Perrenoud, José Manuel Moran, Paulo Freire e Seymour Papert. Com essa fundamentação, ele discute de forma fluida a integração das Novas Tecnologias da Informação e Comunicação (NTIC) à educação e ao currículo, a relação entre as NTIC e o lúdico e a formação de professores, dentre outros temas.
Neste livro, leitor, você passeará por conceitos interessantes como internetês, alfabetização digital e freeware, e terá também uma ideia de como dispositivos diversos, como celulares, ipods, games, wikis e blogs podem ter seu lugar na educação das novas gerações que recebemos em nossas escolas e universidades. Mas com a ressalva - e esta é uma das mensagens principais deste livro - de que o professor continua a ter um lugar privilegiado no processo de ensino e aprendizagem que utiliza essas ferramentas ou tecnologias. Como afirma o Ivanilson: “A tecnologia sozinha não potencializa a aprendizagem se não for aliada à prática pedagógica do professor.” Ou numa bonita citação: “Nada substitui um bom professor que sabe muito e consegue dividir seu conhecimento numa relação respeitosa e construtiva com seus alunos. O computador em sala de aula é um simples instrumento que pode ser potencializado por um bom professor”. (BONIS, 2000 apud MERCADO, 2002).
Nesse sentido, o livro insiste na importância da formação interdisciplinar e colaborativa de professores, como passo essencial para nosso país conseguir enfrentar – e vencer – este desafio.
Delicie-se então com a escrita agradável e equilibrada de Ivanilson Costa, cujo objetivo é transformar sua visão sobre informática educativa e sua prática em sala de aula – ou em ambientes virtuais de aprendizagem.

João Mattar